PEDRAS PRECIOSAS

A ANG BRASIL ANGOLA trabalha com o amplo mercado de Pedras Preciosas, tendo sempre o comprometimento responsabilidade e abrangência em todo tempo de um Gemólogo credenciado dentro dos padrões de certificação internacional, sempre coletando todos os dados da gema da sua origem  ao destino bem como as avaliações necessárias e os ensaios, para que a operação se torne muito mais fácil,  prática e segura. 
 
Algumas características de algumas gemas
 
ESMERALDA
 
Esmeralda é uma variedade do mineral berilo (Be3Al2(SiO3)6), a mais nobre delas. Outras variedades de berilo são a água-marinha, a morganita, o heliodoro, a goshenita e a bixbyíta. Sua cor verde é devido à presença de quantidades mínimas de crômio e às vezes vanádio.
 
É apreciada como gema e o preço por quilate a coloca entre as pedras mais valiosas do mundo, perdendo algum desse valor frequentemente devido às inclusões que ocorrem em todas as esmeraldas. Elas, porém, são úteis pois ajudam a identificar a gema e podem indicar sua procedência. Tem dureza de 7.5 – 8.0 na Escala de Mohs (escala de dureza), no entanto esta dureza pode ser bastante reduzida dependendo do número e tamanho das inclusões isto também ligada a técnica de extração e as características da região geográfica encontrada.

As principais jazidas de esmeraldas são colombianas, mas pode ser encontradas também no Brasil na Serra da Carnaíba – BahiaCampos Verdes – GoiásRússia, no Zimbábue e no Afeganistão.

É transparente e opaca, mas apenas as variedades mais preciosas são transparentes tendo esta qualidade.
A etimologia da palavra “esmeralda” pode provir de duas origens:

·         Do grego “smaragdos”
·         Do hindu antigo, de significado “pedra verde”

A esmeralda é extremamente sensível a pancadas fortes, riscos e mudanças de temperatura e pressão repentinas.


Ametista

A fórmula química da ametista é SiO2 (Óxido de Silício). Sua cor pode variar de um roxo intenso até um violeta claro. Isto depende da quantidade de concentração de ferro que ela contém, sendo que quando exposta ao calor a pedra perde a coloração e se torna amarelada. Neste caso, acontece oxidação transformando Fe2+ em Fe3+. Este processo ocorre inclusive quando a ametista recebe iluminação solar por um longo período.

Composta por lâminas de quartzo organizadas de forma assimétrica, a ametista apresenta um nível de dureza 7 na escala Mohs(escala de dureza). Ela pode ser quebrada por golpes que formam uma fratura ondulada devido a estrutura natural da pedra. Os cristais crescem sempre a partir de uma base e a cor tende a ser mais intensa nas suas pontas.

 
Ónix
 
Ónix (português europeu) ou Ônix (português brasileiro) é um tipo de calcedônia, uma variedade de quartzo. Tem cores distribuídas em faixas retas e paralelas e a preta é a mais apreciada. Mas, pode ter praticamente qualquer cor. É muito usado para confecção de camafeus. A cor preta da maioria do ônix encontrado hoje no comércio é obtida por tingimento.
É uma gema relativamente barata. Não se deve confundi-lo com o mármore-ônix, ao qual se assemelha. Este é uma variedade de travertino com cores distribuídas em faixas.

Diamante

O diamante é um cristal sob uma forma alotrópica do carbono, de fórmula química C. É a forma triangular estável do carbono em pressões acima de 6 GPa (60 kbar). Comercializados como pedras preciosas, os diamantes possuem um alto valor agregado. Normalmente, o diamante cristaliza com estrutura cúbica e pode ser sintetizado industrialmente. Outra forma de cristalização do diamante é a hexagonal, menos comum na natureza e com dureza menor (9,5 na escala de Mohs). A característica que difere os diamantes de outras formas alotrópicas, é o fato de cada átomo de carbono estar hibridizado em sp³, e encontrar-se ligado a outros 4 átomos de carbono por meio de ligações covalentes em um arranjo tridimensional tetraédrico.
 
O diamante pode ser convertido em grafite, o alótropo termodinamicamente estável em baixas pressões, aplicando-se temperaturas acima de 1.500 °C sob vácuo ou atmosfera inerte. Em condições ambientes, essa conversão é extremamente lenta, tornando-se negligenciada.

Cristaliza no sistema cúbico, geralmente em cristais com forma octaédrica (8 faces) ou hexaquisoctaédrica (48 faces), frequentemente com superfícies curvas, arredondadas, incolores ou coradas. Os diamantes de cor escura são pouco conhecidos e o seu valor como gema é menor devido ao seu aspecto pouco atrativo. Diferente do que se pensou durante anos, os diamantes não são eternos pois o carbono definha com o tempo, mas os diamantes duram mais que qualquer ser humano.

Sendo carbono puro, o diamante arde quando exposto a uma chama, transformando-se em dióxido de carbono. É solúvel em diversos ácidos e infusível, exceto a altas pressões.
O diamante é o mais duro material de ocorrência natural que se conhece. Sua dureza é superada pelos, também compostos (sintéticos) de carbono, grafeno e carbono acetilênico linear (conhecido também como carbino).
 
Apresenta uma dureza de 10 (valor máximo da escala de Mohs). Isto significa que não pode ser riscado por nenhum outro mineral ou substância, exceto o próprio diamante, funcionando como um importante material abrasivo. No entanto, é muito frágil, esse fato deve-se à clivagem octaédrica perfeita.
 
 Estas duas características fizeram com que o diamante não fosse talhado durante muitos anos. A maior jazida do mundo, revelada pela Rússia ao mundo em 2012, porém de conhecimento do Kremlin desde 1970, tem capacidade para suprir diamantes, mesmo para uso industrial, pelos próximos 3 mil anos.

A jazida conta com trilhões de quilates, e conta com 10 vezes mais diamantes do que todas as jazidas conhecidas existentes no mundo hoje, juntas.
 
Ela situa-se numa cratera com extensão de 100 km entre a região de Krasnoiarsk e da república da Iakútia na Sibéria, Rússia. Tal cratera teve origem há 35 milhões de anos atrás, com a queda de um asteroide, e seus diamantes são duas vezes mais resistentes, duros, do que os encontrados em outros lugares, sua origem é decorrente da pressão e do calor gerado no impacto. Tal durabilidade é do interesse de certos setores industriais pois é ótimo e de extrema utilidade para confecção de equipamentos da indústria eletrônica e ótica, assim como em equipamentos para perfuração do solo. Outras jazidas no mundo são oriundas de África do Sul e outras jazidas importantes situam-se na Rússia (segundo maior produtor) e na Austrália (terceiro maior produtor), entre outras de menor importância.
 
A densidade é de 3,48. O brilho é adamantino, derivado do elevadíssimo índice de refracção (2,42). Recorde-se que todos os minerais com índice de refracção maior ou igual a 1,9 possuem este brilho. No entanto, os cristais não cortados podem apresentar um brilho gorduroso. Pode apresentar fluorescência, ou seja, a incidência dos raios ultravioleta produz luminescência com cores variadas originando colorações azul, rosa, amarela ou verde.

Condutividade elétrica
 
Alguns diamantes azuis são semicondutores naturais, em contraste com a maioria dos diamantes, que são excelentes isolantes elétricos. Substancial condutividade é comumente observada em diamantes não dopados crescidos por deposição química a vapor, podendo ser removida usando certos tratamentos para a superfície. ​
 
Os diamantes são lipofílicos e hidrofóbicos, o que significa que a superfície de um diamante não pode ser molhada por água, mas pode facilmente perder o brilho ou ser molhada por óleo.
 
Sob temperatura ambiente os diamantes não reagem com a maioria dos reagentes químicos, incluindo vários tipos de ácidos e álcalis. Assim, ácidos e álcalis podem ser usados para refinar diamantes sintéticos. Pode-se, contudo, se incendiar o diamante no ar.

 
 
 
Aplicações, Classificação e Valor
 

Aplicações
 
O uso como adorno (gema) é milenar, na Índia era usado para identificar as castas.
Por ter grande índice de refração, é a gema mais brilhante. Por ser a substância mais dura da natureza, “não arranha” e por isso, seu brilho é eterno.
Os diamantes que não tem uso joalheiro terão uso industrial, pois são grandes abrasivos.
 
O valor da gema diamante (uso joalheiro), como o de todas as coisas, depende da oferta e da procura. Como o diamante é um mineral abundante na natureza, na década de 1950, o Instituto Gemologico Americano (GIA – Gemological Institute of America) criou um padrão de classificação para tornar possível a comercialização do diamante globalmente.
 
 Esse padrão foi criado para classificar diamantes da escala de incolores à matizadas (levemente amarelado ou acinzentado), os diamantes coloridos naturalmente são mais raros e possuem classificação diferente.
 
A classificação GIA para a escala de incolor à matizada é baseada em 4 variáveis, são elas: PESO, COR, PUREZA e LAPIDAÇÃO. Em inglês essas variáveis se chamam Carat, Color, Clarity e Cut, formando assim os 4 C’s do Diamante. São esses itens que tornam um diamante mais valioso que outro.

Classificação e valor
 
·         Peso: A unidade de medida para pesar gemas é o Quilate (ct), em inglês Carat, 1 quilate equivale a 0,2 gramas. O preço de um diamante de 2ct é muito maior do que o de dois diamantes de 1ct, pois um diamante de 2ct é muito mais raro. Nessa variável, quanto mais pesado melhor.

·         Cor: A classificação de cor leva em consideração o tom de cada diamante comparado ao tom de gemas matrizes que são guias de referência criadas pelo GIA. Nessa variável, quanto “mais incolor” melhor.
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D – E – F – G – H – I – J – K – L – M – N – O – P … Z

·         Pureza: A classificação de pureza mensura a quantidade, o tamanho e as cores de inclusões internas e de características da superfície. Convencionou-se que essas características incluídas e superficiais, tem que ser vistas em uma lupa de 10x de aumento. Nesta variável, quanto menos melhor.
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F – IF – VVS1 – VVS2 – VS1 – VS2 – SI1 – SI2 – I1 – I2 – I3

·         Lapidação: É a ação mecânica  do homem para tirar da gema bruta o melhor nessas 3 variáveis anteriores sem comprometer o brilho, o “fogo” e a vida do diamante.
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·         A lapidação brilhante é a lapidação mais popular do diamante, a ponto de ser confundida com o próprio nome do mineral diamante.
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·         A lapidação brilhante, também conhecida como lapidação completa, foi projetada para que toda a luz que entre na gema seja refletida para cima fazendo com que o diamante brilhe ainda mais. Nesta variável, quanto mais brilho, mais fogo, mais vida melhor. Sem esquecer que o formato da gema também sofre impacto no seu preço pela procura, um diamante brilhante redondo pode ser mais desejado que um diamante triangular.

 
 
 
Talha
 
Uma vez selecionados, os diamantes são cortados e talham-se ao longo de direções nas quais a dureza é menor. Uma talha bem realizada é aquela que realça o foco, ou seja, o conjunto de reflexos de cores derivados dos reflexos.
 
Diamantes sintéticos
 
Atualmente, existe a possibilidade de fazer diamantes sintéticos, submetendo grafite a pressões elevadas. No entanto, o resultado são quase sempre cristais de dimensões reduzidas para poderem ser comercializados como gemas.
 
A chance de adquirir um diamante sintético no lugar de um natural é quase nula, sendo inclusive inferior à possibilidade de encontrar gemas que os comerciantes dizem ser diamante, mas que não o são realmente.
 
A estabilidade térmica do diamante sintético é menor do que o natural, em ambiente oxidativo, como ao ar, o diamante sintético oxida (grafitiza) a temperaturas em torno de 850 °C. Já em atmosfera controlada sua resistência a grafitização é próxima aos 1200 °C.
 
Embora já em 1880 J. Balentine Hannay, um químico escocês, tivesse produzido minúsculos cristais, só em 1955 cientistas da General Electric Company conseguiram um método eficaz para a síntese de diamantes.
 
Este feito foi creditado a Francis Bundy, Tracy Hall, Herbert M. Strong e Robert H. Wentorf, depois de investigações efetuadas por Percy W. Bridgeman na Universidade de Harvard. Os diamantes assim conseguidos eram de qualidade industrial (não gemológica), sendo hoje em dia produzidos em larga escala. Cristais com a qualidade de pedras preciosas, só se conseguiram sintetizar em 1970 por Strong e Wentorf, num processo que exige pressões e temperaturas extremamente elevadas.

Leilões
 
Um diamante azul com cerca de 12,03 quilates foi vendido, em 11 de novembro de 2015, pela leiloeira Sotheby’s, em Genebra, por um preço recorde de 43,2 milhões de francos suíços (cerca de 40 milhões de euros).
Foi o “preço mais alto por quilate” alguma vez conseguido por diamantes.
 
Encontrado a 16 de novembro de 2015 na mina de Karowe, no Botsuana, o ‘Lesedila Rona’ (Nossa luz) foi a leilão dia 29 de junho de 2016 em Londres pela Sotheby’s. Esperava-se que pudesse atingir um valor superior a 60 milhões de euros. Tem 1109 quilates (222 gramas) é quase do tamanho de uma bola de ténis e é o maior diamante descoberto em mais de cem anos. Não foi vendido, pois não apareceram interessados.
 
Em setembro de 2016, o diamante mais caro de sempre foi comprado pela empresa De Grisogono, num leilão privado da Sothebys, de Londres por 56 milhões de euros. O diamante tem o nome de “The Constellation”, tem 813 quilates, mede 6 centímetros e foi encontrado no Botswana.

Diamantes no Brasil
 
O Brasil já foi um grande produtor de diamantes, mas perdeu espaço para outros países na extração do mineral. Hoje em dia vem recuperando espaço neste mercado, depois da descoberta de novas reservas de diamantes.
 
Atualmente o Mato Grosso é responsável por aproximadamente 87% da produção de diamantes no país. O estado conta com cerca de 150 regiões de garimpo.
Outros estados como Amazonas, Bahia, Pará e Rondônia também possuem minas de diamante, mas em menor quantidade.
 
Rubi
 
O rubi é uma pedra preciosa vermelha, uma variedade do mineral corindo (óxido de alumínio) cuja cor é causada principalmente pela presença de crómio. Os rubis naturais são excepcionalmente raros, mas produzem-se rubis artificialmente que são comparativamente baratos.​

O rubi é uma pedra preciosa que vai de tons de vermelho a tons de cor de rosa.
 
O rubi é minerado na ÁfricaÁsia e na Austrália. Eles são mais comuns em Myanmar, no Sri Lanka e na Tailândia, porém também são encontrados em Montana e na Carolina do Sul nos Estados Unidos e em Moçambiquee na Africa.
 
Algumas vezes ocorrem juntamente com espinelas nas mesmas formações geológicas ocorrendo confusão entre as duas espécies: no entanto, bons exemplares de espinelas vermelhas têm um valor próximo do rubi.
 
O rubi tem dureza 9 na escala de Mohs, e entre as gemas naturais somente é ultrapassado pelo diamante em termos de dureza. As variedades de corindo não vermelhas são conhecidas como safiras.

As gemas de rubi são valorizadas de acordo com várias características incluindo tamanho, cor, claridade e corte. Todos os rubis naturais contêm imperfeições. Por outro lado, rubis artificiais podem não conter imperfeições. Alguns rubis manufaturados têm substâncias adicionadas a eles para que possam ser identificados como artificiais, mas a maioria requer testes gemológicos para determinar a sua origem.

Foi usado um rubi sintético para criar o primeiro laser.
O maior rubi estrela do mundo é o Rajaratna, que pesa 495g.